segunda-feira, 24 de março de 2008

Lucky days...

Não é todos os dias que nos cai uma viagem de bandeja! Em trabalho - e até um pouco contariada - ainda acontece, agora uma passagem de avião para curtir os trópicos é só para alguns ;) Não queria usar este humilde blog para me gabar da sorte, mas não consegui resistir... Pois é, meus caros, vou para o Brasil visitar o meu maninho em Abril! O sol, o mar e umas ondinhas para (quem sabe?) surfar estão à minha espera.



Como se isto não bastasse, em Maio, vou namorar para Amesterdão e rever amigos que não vejo há muito. Vou com o D., como sempre, perder-me pelas ruas da cidade e encontar pequenos tesouros só nossos. Espero também pedalar muito, apanhar um ou dois combóios para outras paragens e voltar com um sorriso nos lábios



Se a isto juntarmos, um início de 2008 idílico na Madeira, este é sem dúvida o ano das minhas viagens!

terça-feira, 18 de março de 2008

Aquele beijo



Do mesmo realizador de 2046 e In the mood for love, My Blueberry Nights é um filme delicioso sobre a busca. Wong Kar Way transporta para os Estados Unidos o universo onírico e surreal a que já nos habituou nas películas filmadas no oriente em torno do tema de sempre: o amor. Fugaz, eterno, intenso, cortante, desmesurado... Como se quer! Tudo isto com uma fotografia perfeita com cores vibrantes como as dos nossos sonhos e uma banda sonora irrepreensível. Norah Jones, Rachel Weiz, Jude Law e Natalie Portman figuram neste elenco de luxo.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Vermelho de Rita


Duas filas intermináveis de gente impaciente. "Será que cabemos todos?" "Será que vamos conseguir entrar." "Às tantas não vale a pena esperar..." "Vá lá, não sejas pessimista!" "Já me doem os pés." Mais uma hora de espera. Mais uns quantos quilos de ansiedade e outras tantas unhas ruídas. "Olha, afinal dava para fazer reserva." "Oh, agora é que não entramos mesmo..." Mais uma boa dose de esperança ou a inevitabilidade da Lei de Murphy. "A outra fila está andar mais depressa!" A luz ao fundo do túnel: "Quantos são?" "Cinco." "Podem entrar, por favor." Mais um suspiro de alívio e as bebidas da praxe. Mais uma data de encontrões em busca do lugar perfeito. "Daqui não vejo nada." "Xiuuuuu! Vai começar!"

Contas feitas, foi um concerto fantástico! Tirando uma ou outra falha técnica perdoável, foi uma estreia à altura da menina da voz bonita. Só não consegui ver se ela tinha realmente RED SHOES!

quarta-feira, 12 de março de 2008

quinta-feira, 6 de março de 2008

A hora do inferno


Tenho 20 000 caractéres para escrever e só me apetece encostar a cabeça ao teclado e dormir uma sesta! Oh God, será que não dá para saltar da uma logo para as quatro da tarde? É dose...

quarta-feira, 5 de março de 2008

Chapéus

Naquela manhã sombria, a Dona Ermelinda tinha envelhecido dez anos debaixo do chapéu negro, onde escondia as lágrimas e o desgosto. Saiu compenetrada, amarrou o choro e vestiu o papel de viúva redimida e silenciosa. Nem sempre fora assim, a Dona Ermelinda. Quem a conheceu noutros dias mais soalheiros, dizia que era impossível resistir à sua simpatia e simplicidade. Quando os seus olhos verdes rasgados e vivos espreitavam por debaixo do enorme e rude chapéu que envergava na sua juventude, tudo se enchia de alegria. Ninguém ficava indiferente a tanta beleza e ingenuidade. Recordo outro chapéu memorável na vida da doce Ermelinda. Não devia ter vinte anos completos, quando recebeu envergonhada um inesperado presente de um jovem da aldeia. Um simples chapéu de palha com uma fita preta às bolas brancas. Simples, mas diferente como Ermelinda. Jamais se esqueceria daquele fim de tarde junto ao mar. Era Outono e o seu amável pretendente tocava-lhe suavemente na mão. "Que bem te fica esse chapéu", dizia ele a medo, enquanto o rosto dela se enchia de cor. Tenho a certeza que era neste chapéu que a minha avózinha pensava, quando secava as lágrimas naquela manhã sombria em que via pela última vez o meu avô.

No Tabus


Depois de fazer rolar a cabeça de um subordinado afoito, Lucy Liu no papel de Queen Of Crime Council proferiu estas célebres palavras:

"I promise you right here and now that no subject will ever be TABU! Except of course the subject that was just under discussion..." (Kill Bill)

Aqui, não rolarão cabeças... prometo!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Frase do dia

"Não procures o príncipe encantado. Procura antes o lobo
mau: vê-te melhor; ouve-te melhor e ainda te come."

Sim, esta frase foi proferida aqui no estaminé de Queluz de Baixo. Sem dúvida, um sábio conselho para o fim-de-semana. Não vá a malta confundir o príncipe encantado com o lobo mau e ficar a chuchar no dedo!

Ate que enfim!!!!



Passadas 300 horas e 3000 caracóis, finalmente consegui postar um vídeo... Coisa simples para qualquer cibernauta de meia-leca, mas demasiado rebuscada para esta vossa amiga, que gosta mesmo de complicar!

E como este é o primeiro vídeo do resto da minha vida, nada melhor do que a Naive, dos The Kooks. Porque me lembra o Verão, as noites a um passo do mar, os sorrisos dos amigos, o bronzeado, as extenuantes aulas de surf e muitas outras coisas. Afinal, era esta a música de fecho do Café da Praia, uma espécie de Vitinho, que nos convidava a beber ali mais um (ou dois) copos e ir para outro lado!

A nao perder!




A Companhia Teatral Inestética leva à cena A Metamorfose, a partir da obra homónima de Kafka. Rita Leite e Alexandre Lyra Leite reinventaram o universo kafkaniano e o resultado é uma peça recheada de humor negro e de momentos de comédia física brilhantes. Tudo isto numa roupagem muito mais fresca do que o esperado, que surpreende, mas não desilude. O trabalho da coreógrafa Catarina Trota merece especial destaque, assim como as interpretações de Margarida Cardeal e Isabel Galvão. Sobe ao palco do Palácio do Sobralinho, Vila Franca de Xira, de quinta a Sábado, ás 22h00, e Domingo, ás 21h00. Até 30 de Março.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Singin' in the rain



Porque nem tudo é cizento nesta triste segunda-feira, aqui fica a letra de uma música para cantar à chuva. Haverá algo mais romântico do que um beijo com o rosto a pingar e os pés molhados?

Você, manhã de tudo meu
Você, que cedo entardeceu
Você, de quem a vida eu sou
E sei, mas eu serei.

Você, um beijo bom de sol
Você, de cada tarde vão virar
Sorrindo de manhã.

Você, um riso indo à luz
A paz de céus azuis
Você, sereno bem de amor em mim.

Você, tristeza que eu criei
Sonhei você pra mim
Vem mais pra mim, mas só.

Depois da tempestade...

...vem mais chuva!

Ontem, a RTP exibiu o programa "E depois do adeus" sobre as maiores cheias de sempre, enquanto a capital adormecia alagada. E, hoje, a Grande Lisboa acordou mergulhada num caos! Será obra do destino? Ou será que não aprendemos nada durante estes anos todos e continuamos a cometer os mesmos erros? Correndo o risco de estar a chover no molhado, parece-me que há aqui dedo do homem. Já dizia o povo para não guardar para amanhã o que se pode fazer hoje, mas o certo é que não se aposta na prevenção e o resultado está à vista de todos. Quanto ao programa, não deixa de ser uma ironia!

Xiu! Nao contem a ninguem...


A rua não é das mais frequentadas. A porta escondida atrás dos arbustos adensa o mistério. Quem passa, espreita, mas raras vezes se atreve a entrar. A inscrição à entrada ("Após o termino do horário público, este espaço está reservado aos seus sócios") dissuade os mais curiosos, que depois de a lerem voltam para trás. Talvez com medo de penetrarem num mundo desconhecido, quiçá perigoso. Talvez receosos de serem postos de parte ou olhados de lado.
Eu sabia ao que ia. Entrei sem medo e conto voltar. A Associação dos Loucos e Sonhadores é um desses segredos do Bairro Alto, que vai passando de boca em boca num sussuro. O espaço é acolhedor - quente sem ser abafado - e tem uma aura de clube secreto. Faz-nos lembrar reuniões de revolucionários, tertúlias, encontros poéticos, discussões filosóficas. E, ao mesmo tempo, parece-se tanto com uma qualquer sala de estar que depressa nos sentimos em casa. O atendimento familiar, os preços muito simpáticos, a música cheia de bom gosto e os livros espalhados por todos os cantos também ajudam. Sabe mesmo bem ficar por lá a preguiçar...
Não vos posso é dizer onde fica: descubram! Afinal, o Santo Graal também não está à disposição de todos.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

"É terrível ter o destino da onda anónima morta na praia."

Ruy Belo

A saga continua

Tenho esta mania de sonhar. É um hábito antigo, uma espécie de vício que não consigo largar. Já devia ter aprendido que sonhar magoa. Que planear, projectar e organizar gera uma enorme ansiedade. E, claro, quando as expectativas não são logradas, a frustração preenche o vazio enorme dos sonhos que se foram. Coisas simples. Sem importância para alguns. Ainda assim, não aprendo a lição e continuo a deixar-me levar pela minha imaginação. Continuo a acreditar que se fizer isto e aquilo talvez a realidade se pareça um pouco mais com ela. Mera ilusão.

São coisas tão pequenas. Uma casa confortável onde apeteça estar, um trabalho estimulante à minha altura, um certo orgulho no olhar, mais confiança a cada dia que passa. Será que é pedir muito?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A queda de um anjo...



Era novo de mais, talentoso de mais, bonito de mais...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Porque sera?

"a auto-estima está ligada ao nosso dinheiro."

in "True Self, True Wealth - A Pathway to Prosperity", de Peter Cole e Daisy Reese

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Na mesa de cabeceira


Os Prazeres do Ócio, de Tom Hodgkinson, é o livro perfeito para dias como o de hoje. Além de assentar que nem uma luva no meu actual estado de espírito ( e postura corporal), ainda me dá uma série de boas razões para não me sentir culpada! Para ler devagar, sem correria, porque o mundo não se fez num só dia. Uma verdadeira lufada de ar fresco na era da mediatez e do descartável. E o melhor, é que nos arranca uma boa gargalhada quando nos revemos na caricatura do escravo do trabalho. No original How to be Idle (Como ser ocioso), este livro é um guia obrigatório para stressados (como eu), apressadinhos, perfeccionistas e CHATOS! Óptimo para ler na cama, junto à lareira, no pub, durante uma tarde de pesca e sempre que lhe apetecer. Agora, se me dão licença, vou voltar para os meus afazeres. É que isto do dolce fare niente tem muito que se lhe diga...

Hoje, estou assim...

...preguiçosa como a Laziest Girl in Town da Lisa Ekdahl!

I've a beau, his name is Jim,
He loves me and I love him,
But he tells me I'm too prim,
That means I'm too slow.
I let him rant, I let him rave,
I let him muss my permanent wave,
But when he says "Let's misbehave,"
My reply is "No!"

It's not 'cause I wouldn't,
It's not 'cause I shouldn't,
And, Lord knows, it's not 'cause I couldn't,
It's simply becasue I'm the laziest gal in town.
My poor heart is achin'
To bring home the bacon,
And if I'm alone and forsaken,
It's simply because I'm the laziest gal in town.
Though I'm more than willing to learn
How these gals get money to burn,
Ev'ry proposition I turn down,
'Way down,
It's not 'cause I wouldn't
It's not 'cause I shouldn't,
And, Lord knows, it's not 'cause I couldn't,
It's simply because I'm the laziest gal in town.

Nothing ever worries me,
Nothing ever hurries me.
I take pleasure leisurely
Even when I kiss.
But when I kiss they want some more,
And wanting more becomes a bore,
It isn't worth the fighting for,
So I tell them this:

It's not 'cause I wouldn't,
It's not 'cause I shouldn't,
And, Lord knows, it's not 'cause I couldn't,
It's simply becasue I'm the laziest gal in town.
My poor heart is achin'
To bring home the bacon,
And if I'm alone and forsaken,
It's simply because I'm the laziest gal in town.
Though I'm more than willing to learn
How these gals get money to burn,
Ev'ry proposition I turn down,
'Way down,
It's not 'cause I wouldn't
It's not 'cause I shouldn't,
And, Lord knows, it's not 'cause I couldn't,
It's simply because I'm the laziest gal in town.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Nao gosto do Natal...

Da correria; das lojas apinhadas; da hipocrisia de algumas campanhas de solidariedade; da publicidade agressiva a brinquedos; das birras da crianças mimadas; das não-surpresas; da chuva; da ansiedade para encontrar o presente perfeito; dos quilos a mais na balança; das discussões de família; das obrigações na empresa; dos postais e jantares de trabalho; do desfalque na conta do banco; dos embrulhos feitos à mão (com as minhas desajeitadas mãos); dos espirros e das golas altas; dos programas de televisão; dos slogans estúpidos; da tua ausência.