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quinta-feira, 4 de março de 2010

Poderá tudo dar certo?



Já tinha saudades do velho Woody Allen. Whatever Works pode não ser o melhor dos seus filmes, mas supera largamente o flop que foi Scoop e outros que tais. Faz lembrar Manhattan em alguns momentos, sem ser brilhante. A fórmula é a mesma de sempre: génio psicótico tenta provar que o homem é uma espécie sem escrúpulos, alienada e condenada ao nada e pelo meio tropeça em jovem tonta, frívola e ingénua, que acaba por lhe trocar as voltas. Só que desta vez é Larry David a vestir o alter-ego de Mr. Allen.
De resto, são 92 minutos de bons diálogos, com as tiradas existencialistas do costume, sarcasmo qb e personagens caricaturais na medida certa. Tudo isto debaixo do céu de Nova Iorque.

Da passerelle para o grande ecrã



Quem diria que Tom Ford passaria do backstage dos desfiles para trás das câmeras?
A Single Man marca a estreia do criador americano na sétima arte, não só como realizador, mas também como argumentista* e co-produtor. Do Colin Firth já eu era fã há muito, mas confesso que Ford acabou de arrebatar-me! Adorei o mood transversal ao filme, a fotografia irrepreensível, os outfits dos anos 60 e 70, a atenção aos pormenores, o som dos objectos, o design a transpirar em cada detalhe. E, acima de tudo, a sensação com que sai do cinema. A acreditar no amor, mais do que nunca, e atordoada com tanta beleza!

*O argumento é baseado no romance homónimo de Christopher Isherwood.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Amar (em) Nova Iorque


Há muito, muito tempo, alguém me ofereceu Paris, Je T'Aime. Bem, não foi assim há tanto tempo, mas a verdade é que foi uma surpresa encantadora. Será que também vamos ver New York, I Love You juntos?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Filme

Há muito que quero escrever um post sobre o filme que mais gostei de ver este ano. Como o tempo não é muito, aqui fica o trailler alemão e uma amostra da banda sonora - que é irreprensível!




terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Caos Calmo...

Sinto-me como a personagem de um filme. Ou por outra, sinto-me como o espectador que assiste sentado no cinema ao filme da sua vida. Os eventos sucedem-se em cadeia, sem que eu consiga reagir. Ou reflectir. Ou até sentir. O ano começou auspicioso, cheio de mudanças. A casa a estrear, o novo emprego, as perspectivas de uma carreira fulgurante num projecto inovador e ainda no começo. Tudo diferente do que eu experimentara até agora. Tudo o que pedira até então.

Passou um mês. Um mês apenas... O suficiente para eu perceber que, de facto, não há empregos perfeitos. Que os algarismos a mais na conta do banco nem sempre pagam a tranquilidade de espírito. Que sem um bom ambiente é difícil construir uma boa equipa. E que só as perspectivas de futuro nos podem fazer lutar por um projecto.

Passou um mês. Um mês apenas... O suficiente para criar um laço cúmplice. Para partilhar conquistas e frustrações. Para fazer projectos e vê-los cair por terra. Um mês apenas... O suficiente para a minha colega (e agora amiga) dizer basta e abandonar o barco. Para eu apanhar os cacos e tentar começar do zero novamente, como se nada fosse.

Passará mais um, dois, três, quem sabe? E eu deixarei para trás este caos calmo e lançar-me-ei outra vez à aventura. Baixar os braços é que não!



PS: E no meio deste turbilhão de emoções sabiamente recalcadas, surge uma preocupação maior... O medo da perda do meu querido avô... Porque, como aprendemos no filme, quase tudo na vida é reversível!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Confissões e comoções

"Eu chorei quando vi o Peter Pan no cinema e fui gozada por um puto de 8 anos."
"Eu choro sempre que a selcção perde. E quando ganha também..."
"Eu chorei a ver as Marés Vivas."

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Inventário

Un serment a l'eau
Deux paroles en l'air
Trois petits bateaux
oublies par terre
un peu de ta bouche
beaucoup de ta gueule
Quatre poils dans la douche
tu vivrais mieux seul
tes erreurs
mes jugements
mes jurons
tes errements

et aprés ?

apres on réve d'avant
rien de secret,
tout se perd,
de quoi avons-nous l'air
a l'heure de l'inventaire
de quoi avons-nous l'air
de quoi avons-nous l'air

Cinq minutes chrono
on fera mieux demain
Six mauvaises photos d'inceste ou d'un saint

Sept appels de ta mere
1 message par heure
tu pourrais decrocher
marre du repondeur
tant est plus pour trois fois rien
trop de mal pour un bien
au bout du compte
amour tu m'aimes combien ?

rien de secret,
tout se perd,
de quoi avons-nous l'air
a l'heure de l'inventaire
de quoi avons-nous l'air
de quoi avons-nous l'air
de quoi avons-nous l'air
de quoi avons-nous l'air

Huit ans a t'aimer
c'etait un jeudi
la terminale B
pas une lettre depuis
Neuf je ne sais plus bien
je vais pas mentir
je ne trouve plus rien de neuf a te dire
que te reste-t-il de moi ?
mieux vaut en rester la

mais dis-moi
est-ce que je compte pour toi ?

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Conclusão



Cada um tem os heróis que merece!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Química pura


Claire Colburn: Most of the sex I've had in my life was not as personal as that kiss.

O peso das palavras

Quem me conhece sabe que sou fanática por diálogos. Não consigo evitá-lo! Seja num filme, num livro, numa série ou até num anúncio, são eles que me chamam a atenção. Uns, de tão maus, outros, soberbos ao ponto de invejar o seu autor. Dou comigo a remoer palavra por palavra e a pensar "quem me dera ter sido eu a lembrar-me disto!". Um bom exemplo é Laura (1944), de Otto Preminger, que vi pela primeira vez numa aula de produção cinematográfica. Os diálogos são um deleite, com uma ou outra tirada de humor inteligente e um jogo de sedução quase imperceptível. Muito anos quarenta, muito golden era. Em miúda, acreditava piamente que as pessoas crescidas falavam sempre assim. Com classe, charme e uma ironia acutilante. Cresci a acreditar que uma mulher que se preze nunca mostra as cartas todas como as heroínas dessa Hollywood perdida e toma conta do rumo da sua história sem que ninguém se aperceba. E estas personagens virtuosas foram, sem dúvida, o principal objecto de admiração da minha meninice. Os guiões eram escritos à sua medida e acontecesse o que acontecesse saíam sempre vitoriosas ou porque se emancipavam do marido tirano ou porque conseguiam vingar profissionalmente ou porque contrariavam o estereótipo que a sociedade tinha criado para elas. Foi por elas que me apaixonei pelo cinema e, logo depois, pelos diálogos em geral.
Tudo isto vem a propósito de Elizabethtown, que revi ontem no conforto do meu sofá. A princípio estava com algum receio de me desiludir. Quando o vi pela primeira vez, estava tão deslumbrada e com ímpetos românticos tão incontroláveis quanto frequentes, que não me sentia capaz de tecer um juízo racional. É verdade que o tema central é o recorrente regresso a casa, mas ninguém fica indiferente à cumplicidade de Drew e Claire e o fim adivinha-se facilmente. Ainda assim é uma verdadeira lufada de ar fresco no seu género. E o que o separa das comédias românticas que já vimos dezenas de vezes? As personagens não são meras caricaturas, são sólidas e evoluem de dentro para fora. E, claro, os diálogos! Inesperados, encenados o quanto baste, mas perfeitamente credíveis. O suficiente para me dar vontade de dizer: "quem me dera ter sido eu a escrever isto!"

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Séries de ouro

Hollywood que se ponha a pau!

Imagine que ligava a televisão e as séries americanas tinham desaparecido da programação. Provavelmente, não acharia grande piada até porque as grelhas dos canais nacionais estão cheias de formatos importados de países como a Argentina e o México muito pouco estimulantes. Se é certo que a falta de opções tem dado lugar a uma aposta crescente em grandes sucessos made in USA, a verdade é que a sua inegável qualidade conquistou de vez os espectadores. E, sinceramente, quem é que consegue imaginar a televisão sem House, Anatomia de Grey, Donas de Casa Desesperadas, Prision Break, 24, CSI, Perdidos, Simpsons, Heroes e toda a panóplia de séries extraordinárias com selo norte-americano que têm chegado até nós?
Podíamos dizer que eles têm dinheiro, tecnologia e experiência; que têm um autêntico viveiro de actores; que importam autores dos quatro cantos do mundo. Mas em qualquer um dos casos estaríamos a ser injustos. Os Estados Unidos têm o mérito (ou pelo menos a esperteza) de apostar nos recursos nacionais e aproveitar o que lhes chega de fora. E o resultado são guiões inteligentes e até com um certo grau de experimentalismo - como é o caso da sitcom de culto Seinfield -, uma realização muito técnica próxima do cinema, uma produção exemplar e a formação de actores sólidos, que têm espaço para crescer no pequeno ecrã. É claro que tudo isto só é possível, porque os canais privados de cabo começaram a fabricar os seus próprios produtos, mais livres e arrojados do que se fazia até então. O que abriu terreno para séries ousadas como O Sexo e a Cidade, polémicas como Os Sopranos ou 24 e hilariantes como Calma, Larry. Daí para o renascimento televisivo norte-americano foram apenas alguns passos acertados.
A fórmula do sucesso não é tão misteriosa nem tão inalcançável quanto se possa pensar. Aliás, a simplicidade e originalidade são o segredo de todos estes produtos. Senão vejamos o exemplo de House, Scrubs e Anatomia de Grey. Quando ER: Serviço de Urgência parecia ter esgotado todas as formas possíveis de abordar o quotidiano de um hospital, surgem três perspectivas completamente distintas. No primeiro, temos um médico pouco convencional e muito sarcástico que encara os pacientes como um mero desafio; no segundo, acompanhamos as aventuras e desventuras de um interno que parece viver noutra dimensão; e, no terceiro, as emoções da equipa de médicos roubam o protagonismo aos casos clínicos. Um exemplo entre muitos que comprova que nenhum tema está realmente esgotado. Outro caso interessante é o de Perdidos, que parte de um conceito extremamente simples – um grupo de pessoas tenta sobreviver numa ilha depois de um desastre de avião – e conta já com três temporadas.
Quanto a mim, parece-me que o maior salto qualitativo das séries americanas deu-se ao nível da escrita. Os argumentos são cada vez mais sólidos e coerentes, as personagem fogem dos estereótipos e ganham uma dimensão humana que cria empatia no espectador e até para o non sense parece haver lugar.
Depois de décadas menos felizes, há quem diga que actualmente se encontra mais talento em estações televisivas como a HBO ou a ABC do que em todos os estúdios de Hollywood. O que nos faz recuar até a década de 50, quando a televisão levou o cinema até casa dos americanos e havia uma espécie de euforia criativa nestes dois mundos. Esperemos só que a qualidade se mantenha...e seja contagiosa!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Fé em Deus!


Ontem, foi noite de cinema after-hours. O BOPE entrou-me pelos olhos, cabeça, entranhas adentro. Atirou a matar. Atirou para limpar a sujidade da favela. Atirou contra o lobo mau. Atirou ao som do choro das criancinhas. Atirou para as mães dormirem descansadas e poderem enterrar os seus filhos. Atirou porque o comando não é só "consciência social". Atirou porque a polícia municipal faz vista grossa. Atirou porque os filhinhos de papai gostam de brincar de traficante na Universidade. Atirou para não morrer.

(Lembrei-me do assalto. Dos putos escanzelados com cara de criança e voz de monstro. Do olhar esgazeado da dependência. Da violência das palavras e dos gestos. Do perigo eminente, da garrafa partida apontada à minha barriga, do medo aterrador. Lembrei-me da força que as minhas pernas ganharam quando me consegui soltar. De não olhar sequer para trás. De ficar sem fôlego e de as palavras tropeçarem nas lágrimas e nos soluços. Da indiferença da polícia turística. Da raiva e do calor húmido de Natal.)

Cheguei a casa tarde mas desperta. Com realidade a mais a sair-me pelos poros. Antes de adormecer, pensei que não passava de um exercício de ficção brilhante. O problema é que o que para mim é entretenimento puro ou quanto muito uma lição de sociologia é o dia-a-dia de milhares de pessoas do outro lado do Atlântico. Uma guerra aberta sem fim à vista e onde todos são culpados. De uma forma ou de outra. Os aviõezinhos ou fogueteiros começam desde cedo a vender maconha, pó ou o que quer que seja. Para sustentar a família, no início, para sustentar o vício, pouco depois. E é aqui que começa a perversidade: os grandes dão-lhes um empurrão para que fiquem agarrados e o ganha-pão transforma-se em produto consumível. Seguem-se os roubos, porque os traficantes não perdoam e o dinheiro tem que aparecer custe o que custar. Depois, tal como mostra o filme, os consumidores também têm culpas no cartório. Afinal, são eles que alimentam toda esta cadeia. E, claro, a polícia entra no jogo, facilitando a vida aos patrões do ghetto em troca da sua pele a salvo e de uns bons contos de rei. Haverá excepções certamente, mas o filme mostra que esta instituição está corrumpida até ao tutano. A precaridade salarial, os perigos a que estão sujeitos a troco de nada e a filha-da-putice pura são apresentadas como as causas para o estado das coisas. Os policias são seres humanos que têm medo de morrer, pais de família com filhos para sustentar, profissionais desmotivados que não acreditam na mudança. Resta o Batalhão de Operações Policiais Especiais, os homens de negro duros de roer e incorruptíveis. Actuam quando os outros falham e não compactuam com o sistema, porque eles ainda acreditam que podem fazer a diferença.
O filme começa com o BOPE a irromper pela favela ao som do Baile Funk . O ritmo é frenético e a câmara acompanha cada movimento, levando-nos para dentro de cena. Sentimos a angústia dos únicos dois polícias honestos do Rio e seguimos a par e passo a entrada triunfal dos homens de negro. Sente-se quase o bater do coração das personagens, a respiração ofegante, o terror dos civis. Assistimos a um rol de horrores como se de um espectáculo se tratasse e se não fosse a narração compassada do Capitão Nascimento as imagens tornar-se-iam insuportáveis. Ele é a voz da consciência. Conduz-nos através do desenrolar dos acontecimentos, abre o coração, confessa os seus próprios erros. Vemos a relidade como ele a vê, uma parte dela, uma verdade possível, uma verdade polémica o quanto baste. É por isso que Tropa de Elite é um produto ficcional e não um documentário. Genialmente realizado, interpretado e editado. E, cá entre nós, uma excelente amostra do bom cinema na língua de Camões que por lá se faz!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Two For The Road

O filme que eu DEVIA ver hoje... Podia ser que aprendesse alguma coisa. Ou talvez não...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Who is Jude Quinn?


Quem diria que a Cate Blanchett daria um Bob Dylan tão sexy?

Não sei se é do ar alucinado ou do tom trocista, mas esta é a fase (ou face) que mais me fascina dele. Deu, sem dúvida, uma bela lição à imprensa moralista da época e aos fãs que reclamavam por coerência. Podia ter escolhido o caminho mais fácil e seguir a carneirada. Preferiu cortar as amarras e seguir um trajecto mais turtuoso. Acusado de vendido, falso, insolente e pretensioso, foi coerente com a sua própria vontade. E será que devemos contas a mais alguém? Quanto a mim, a unidade de espírito é uma anormalidade. Somos seres diversos, que sentem e comunicam de forma diversa, em diversos momentos. O resto? São tretas.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O Indie e eu...


...não temos tido uma relação fácil. Ou por outra, não nos temos relacionado de todo. Com muita pena minha, temo-nos desencontrado. É sempre assim: quando ele se prepara para me mostrar as novidades do cinema independente, surgem compromissos inadiáveis que me arrastam para longe dele. Por isso, este ano prometi a mim mesma que não ia perdê-lo de vista! E, claro, o destino tentou afastar-nos de novo... Tudo por causa de uma viagem ao Brasil marcada à três pancadas sem ter em atenção este pormenor. Respirei de alívio quando confirmei que as sessões teriam início na noite de 24 de Abril, o que me deixa com dois dias para desfrutá-lo. Saber-me-à a pouco? Talvez, mas as relações fugazes por vezes são mais intensas e deixam (quase) sempre um sabor especial.

Este ano, o Indie vai dar-nos música! Uma excelente surpresa, sobretudo para mim que vou poder (re)encontrar o Lou Reed no Teatro Maria Matos, às 23h45, do primeiro dia do certame. Se fosse em pessoa era ainda mais interessante, mas já fico contente com o filme de uma série de concertos gravados em 2006. Com um pouco de sorte, consigo também assitir à ante-estreia de My Blueberry Nights, de Wong Kar Way, umas horas antes, no Cinema São Jorge. No dia seguinte, tenho encontro marcado com os Joy Division, ou melhor, com o documentário homónimo assinado por Grant Gee. Apaixonei-me por eles quando me preparava para ver o Control, de Anton Corbijn, e a minha curiosidade acerca dos rapazes de Manchester ainda não está satisfeita. Por ver, vai ficar a adaptação de Terra Sonâmbula para o grande ecrã, entre muitos outros. Como eu invejo a Teresa Prata por realizar um filme a partir de uma obra de um dos meus escritores preferidos, Mia Couto. Resta esperar que cheguem ao circuito comercial!

terça-feira, 18 de março de 2008

Aquele beijo



Do mesmo realizador de 2046 e In the mood for love, My Blueberry Nights é um filme delicioso sobre a busca. Wong Kar Way transporta para os Estados Unidos o universo onírico e surreal a que já nos habituou nas películas filmadas no oriente em torno do tema de sempre: o amor. Fugaz, eterno, intenso, cortante, desmesurado... Como se quer! Tudo isto com uma fotografia perfeita com cores vibrantes como as dos nossos sonhos e uma banda sonora irrepreensível. Norah Jones, Rachel Weiz, Jude Law e Natalie Portman figuram neste elenco de luxo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A queda de um anjo...



Era novo de mais, talentoso de mais, bonito de mais...