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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Porque é Natal...

Porque é tempo de balanços, balancetes e balancés. De comemorar vitórias épicas, grandes sucessos, conquistas comezinhas. De menosprezar as derrotas, abafar os medos e ganhar fôlego. É tempo de reunir a família e sonhar 2009. É tempo de calar os velhos do restelo. Neste hiato, é tempo de esperança!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Nao gosto do Natal...

Da correria; das lojas apinhadas; da hipocrisia de algumas campanhas de solidariedade; da publicidade agressiva a brinquedos; das birras da crianças mimadas; das não-surpresas; da chuva; da ansiedade para encontrar o presente perfeito; dos quilos a mais na balança; das discussões de família; das obrigações na empresa; dos postais e jantares de trabalho; do desfalque na conta do banco; dos embrulhos feitos à mão (com as minhas desajeitadas mãos); dos espirros e das golas altas; dos programas de televisão; dos slogans estúpidos; da tua ausência.

Gosto do Natal...

Da lareira da minha mãe; do cheiro familiar; das surpresas; do nervoso miudinho; da alegria estampada no rosto de quem recebe; da ansiedade de quem dá; do bacalhau; do bolo rei, do pão de ló, das rabanadas, dos frutos secos, dos queijos, muitos queijos; do carinho dos meus pais; dos sorrisos dos meus amigos; do pinheiro enfeitado; do frio lá fora e do calor lá dentro; das luzes na cidade; dos cânticos; dos postais dos amigos distantes com selos diferentes que me dão vontade de partir em viagem; dos pequenos-almoços demorados; das meias compridas e do nariz gelado; da romã de boa sorte da minha avó; da cumplicidade entre primos e das asneiras do meu maninho; das desventuras gastronómicas da minha mãe e dos presentes frustrados do meu pai. E, sobretudo, da condescendência das pessoas nesta quadra e da minha tranquilidade...