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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Apetece-me...


Uma ilha paradisíaca ou um destino nacional? Uma cidade exótica ou uma aldeia perdida no meio do nada? Não me importa o destino, desde que possa partir! Mar a perder de vista, areia quente e uma brisa suave no rosto é tudo o que eu peço. E depressa! O meu corpo já não aguenta esperar muito mais...

domingo, 23 de novembro de 2008

A Música da Semana

Lembram-se daquele post em que vos falei que estava a preparar-me para recomeçar? Pois bem, tal como andei a apregoar nos últimos meses, vou mesmo mudar de trabalho em Janeiro! Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura, já diziam os antigos... Vou deixar o jornalismo em stand-by e atirar-me à gestão de marketing. A empresa é nova, o conceito também e eu estou sempre pronta para aprender. Com um pouco de sorte e os contactos certos, ainda ganho balanço para realizar alguns sonhos. E esta experiência servirá de trampolim para, mais tarde ou mais cedo, CRIAR algo MEU!

Por isso, deixo-vos com uma brilhante versão de Changes do Bowie, escrita e cantada pelo carismático Seu Jorge.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Anti-stress urbano

A propósito do post anterior, lembrei-me de uma sugestão brilhante para melhorar a vida nas cidades: um espaço para gritar a plenos pulmões! Esta ideia luminosa partiu de uma menina de 8 anos e ouvi-a em tempos no programa do Alvim. Não acham que seria útil?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Confissões e comoções

"Eu chorei quando vi o Peter Pan no cinema e fui gozada por um puto de 8 anos."
"Eu choro sempre que a selcção perde. E quando ganha também..."
"Eu chorei a ver as Marés Vivas."

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Josh in the sky with diamonds



PS: Já que não me deixam escrever títulos na língua de Sua Majestade, aqui está a vingaça!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Voltei, voltei...

Deixei o meu paraíso no norte e voltei para a labuta. Menos stressada e mais entusiasmada. Com novos projectos na mira e uma força renovada que - esperemos - dêem frutos. Na cidade de todos os meus encantos, encontrei a casa e o trabalho de sempre - que tédio - e um DVD acabado de gravar com 30 dos melhores álbuns dos últimos tempos. Uma generosa oferta do D. que adora educar e mimar os meus ouvidos sedentos de novidades! Da lista constam os Cut Copy, The Verve - o primeiro single de Forth aqueceu-me, mas os restantes temas ainda não me convenceram -, CSS, Feist, Drive By Argument, Kings Of Convinience, The Hives - um dos melhores concertos a que assisti este ano -, Does It Ofend You?, MGMT, entre muitos outros. De todos o que mais me impressionou foi The Age Of Understatement. Já tinha ouvido algumas músicas dos The Last Shadow Puppets no YouTube, mas não fazia ideia que o álbum era assim: perfeito do princípio ao fim. Uma boa prova de que a união de forças é muito mais criativa do que a competição. É que se Alex Turner dos Artic Monkeys e Miles Kane dos The Rascals não se tivessem juntado neste projecto paralelo nunca poderíamos deleitar-nos com isto...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Próximos destinos

As viagens encabeçam a minha lista de desejos. Sempre. Aqui fica a lista de aventuras, ordenadas aleatoriamente, que me esperam nos próximos anos. Depois destas, virão mais certamente...

1-Volta à América Latina. Dois ou três meses sem destino certo e com o firme propósito de conhecer paisagens e culturas diversas;
2-Brasil. Acho que para ver tudo o que quero tenho mesmo de me mudar para lá uma temporada! Alguém me arranja trabalho no Paraná, Rio Grande do Sul ou Santa Catarina? Ouvi dizer que Florianópolis é imperdível...
3-Nova Iorque. De preferência em Dezembro para ver a cidade toda enfeitada e patinar no Central Park.
4-Londres. Um fim-de-semana que pode repetir-se tantas vezes quanto o necessário.
5-Moçambique. Bom, bom mesmo era encontrar por lá o Mia Couto, mas já fico contente se ouvir histórias tão inspiradoras quanto as suas.
6-Paris. Para namorar, fazer compras e ver o que ainda há por ver. E, claro, visitar a M. e o F.
7-Angola. Uma boa viagem para oferecer ao meu querido pai. Sempre quero ver se ainda há casas como aquela em que ele foi tão feliz e desenha desde que eu sou gente.
8-Grécia. Pelo mar de ilhas, pelo azul das águas, pelo branco das casas e pelo verde da inveja que tive por não ter conseguido ir há três anos.
9-Inverness, Escócia. Um sonho antigo.
10-Roma. Porque prometi lá voltar na companhia de um grande amor em plena Fontana di Trevi.
11-Florença e o que mais vier da bella Itália.
12-Marrocos. Marraquexe, Casablanca e Fez. De jipe e com amigos na garoupa.
13-Sardenha (ou qualquer ilha calma e paradisíaca q.b). Puro relax sem peso na consciência.
14-Croácia, Praga e Berlim.

Acho que, por enquanto, chega. Mas tudo o que vier por acréscimo - em trabalho ou lazer - é bem-vindo.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

O meu Chiado


No Chiado, a tradição abraça a vanguarda. O Tavares, A Brasileira e as ruínas do Carmo convivem pacificamente com o Olivier, o Mar Adentro e o Museu do Chiado. Nas ruas, misturam-se culturas, línguas e cores. Visita-se o passado n’A Vida Portuguesa, folheiam-se histórias na Bertrand, declaram-se amores no Amo-te. Provam-se sabores tipicamente nossos e de outros. Os scones do Royale Café, os gyosas do Nood, o bife da Brasserie de L’Entrecôte, os croissants da Bernard, os lanches do Tágide. Contempla-se o pulsar da cidade e o brilho do Tejo do terraço do Bairro Alto Hotel. A rua Nova do Almada e a Garrett são palco de um desfile diário, onde as tendências da moda que figuram nas montras ganham vida. O teatro, a música e a ópera entram em cena no São Luiz, no Teatro-Estúdio Mário Viegas e no São Carlos. Para mim, todos os dias são dias de Chiado!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Fé em Deus!


Ontem, foi noite de cinema after-hours. O BOPE entrou-me pelos olhos, cabeça, entranhas adentro. Atirou a matar. Atirou para limpar a sujidade da favela. Atirou contra o lobo mau. Atirou ao som do choro das criancinhas. Atirou para as mães dormirem descansadas e poderem enterrar os seus filhos. Atirou porque o comando não é só "consciência social". Atirou porque a polícia municipal faz vista grossa. Atirou porque os filhinhos de papai gostam de brincar de traficante na Universidade. Atirou para não morrer.

(Lembrei-me do assalto. Dos putos escanzelados com cara de criança e voz de monstro. Do olhar esgazeado da dependência. Da violência das palavras e dos gestos. Do perigo eminente, da garrafa partida apontada à minha barriga, do medo aterrador. Lembrei-me da força que as minhas pernas ganharam quando me consegui soltar. De não olhar sequer para trás. De ficar sem fôlego e de as palavras tropeçarem nas lágrimas e nos soluços. Da indiferença da polícia turística. Da raiva e do calor húmido de Natal.)

Cheguei a casa tarde mas desperta. Com realidade a mais a sair-me pelos poros. Antes de adormecer, pensei que não passava de um exercício de ficção brilhante. O problema é que o que para mim é entretenimento puro ou quanto muito uma lição de sociologia é o dia-a-dia de milhares de pessoas do outro lado do Atlântico. Uma guerra aberta sem fim à vista e onde todos são culpados. De uma forma ou de outra. Os aviõezinhos ou fogueteiros começam desde cedo a vender maconha, pó ou o que quer que seja. Para sustentar a família, no início, para sustentar o vício, pouco depois. E é aqui que começa a perversidade: os grandes dão-lhes um empurrão para que fiquem agarrados e o ganha-pão transforma-se em produto consumível. Seguem-se os roubos, porque os traficantes não perdoam e o dinheiro tem que aparecer custe o que custar. Depois, tal como mostra o filme, os consumidores também têm culpas no cartório. Afinal, são eles que alimentam toda esta cadeia. E, claro, a polícia entra no jogo, facilitando a vida aos patrões do ghetto em troca da sua pele a salvo e de uns bons contos de rei. Haverá excepções certamente, mas o filme mostra que esta instituição está corrumpida até ao tutano. A precaridade salarial, os perigos a que estão sujeitos a troco de nada e a filha-da-putice pura são apresentadas como as causas para o estado das coisas. Os policias são seres humanos que têm medo de morrer, pais de família com filhos para sustentar, profissionais desmotivados que não acreditam na mudança. Resta o Batalhão de Operações Policiais Especiais, os homens de negro duros de roer e incorruptíveis. Actuam quando os outros falham e não compactuam com o sistema, porque eles ainda acreditam que podem fazer a diferença.
O filme começa com o BOPE a irromper pela favela ao som do Baile Funk . O ritmo é frenético e a câmara acompanha cada movimento, levando-nos para dentro de cena. Sentimos a angústia dos únicos dois polícias honestos do Rio e seguimos a par e passo a entrada triunfal dos homens de negro. Sente-se quase o bater do coração das personagens, a respiração ofegante, o terror dos civis. Assistimos a um rol de horrores como se de um espectáculo se tratasse e se não fosse a narração compassada do Capitão Nascimento as imagens tornar-se-iam insuportáveis. Ele é a voz da consciência. Conduz-nos através do desenrolar dos acontecimentos, abre o coração, confessa os seus próprios erros. Vemos a relidade como ele a vê, uma parte dela, uma verdade possível, uma verdade polémica o quanto baste. É por isso que Tropa de Elite é um produto ficcional e não um documentário. Genialmente realizado, interpretado e editado. E, cá entre nós, uma excelente amostra do bom cinema na língua de Camões que por lá se faz!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Nem tudo sao espinhos...

E como a excepção confirma a regra, no Sábado tive uma das maiores demonstrações de gentileza num parque de estacionamento. Tinha acabado de estacionar na Praça do Principe Real, seguindo a indicação do arrumador - que já conheço e é sempre muito solícito - quando desata a chover a rodos. Pensei ficar por ali a ouvir um pouco de música até o sol voltar, mas ao espreitar pelo vidro reparo que ele estava junto à porta a segurar um guarda-chuva para que eu não me molhasse ao sair. Fiquei rendida com tamanha simpatia!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Xiu! Nao contem a ninguem...


A rua não é das mais frequentadas. A porta escondida atrás dos arbustos adensa o mistério. Quem passa, espreita, mas raras vezes se atreve a entrar. A inscrição à entrada ("Após o termino do horário público, este espaço está reservado aos seus sócios") dissuade os mais curiosos, que depois de a lerem voltam para trás. Talvez com medo de penetrarem num mundo desconhecido, quiçá perigoso. Talvez receosos de serem postos de parte ou olhados de lado.
Eu sabia ao que ia. Entrei sem medo e conto voltar. A Associação dos Loucos e Sonhadores é um desses segredos do Bairro Alto, que vai passando de boca em boca num sussuro. O espaço é acolhedor - quente sem ser abafado - e tem uma aura de clube secreto. Faz-nos lembrar reuniões de revolucionários, tertúlias, encontros poéticos, discussões filosóficas. E, ao mesmo tempo, parece-se tanto com uma qualquer sala de estar que depressa nos sentimos em casa. O atendimento familiar, os preços muito simpáticos, a música cheia de bom gosto e os livros espalhados por todos os cantos também ajudam. Sabe mesmo bem ficar por lá a preguiçar...
Não vos posso é dizer onde fica: descubram! Afinal, o Santo Graal também não está à disposição de todos.