quinta-feira, 4 de março de 2010

O melhor concerto de 2009...

Sei que já vamos no terceiro mês de 2010, mas hoje abateu-se sobre mim uma certa nostalgia... Além disso, como o presente ano tem sido parco em espectáculos,tenho tempo de sobra para passar em revista 2009 com o firme propósito de descobrir qual foi o seu momento musical mais marcante. Anthony And The Jonhsons, Andrew Bird, Jazzanova, Au Revoir Simone e muitos outros deram-me música no ano que passou. No entanto, nenhum outro me surpreendeu tanto quanto Whale Watching Tour, no Teatro Maria Matos, que juntou Nico Muhly, Sam Amidon, Ben Frost e Valgeir Sigurosson no mesmo palco. Talvez por ter ido sem qualquer tipo de expectativa. Talvez por andar com os sonos trocados e estar demasiado entorpecida. O que é certo é que entrei completamente em transe na primeiro nota e sai de lá a flutuar... [Juro que não bebi nada nem tomei nenhuma substância ilícita antes de lá entrar!] E o melhor mesmo foi estar sentada no MMCafé na mesa ao lado destes virtuosos músicos a beber-lhes as palavras, durante quase duas horas.

Aqui, fica uma pequena amostra. [Não faz jus ao espectáculo integral, mas foi o que se conseguiu arranjar.]



Poderá tudo dar certo?



Já tinha saudades do velho Woody Allen. Whatever Works pode não ser o melhor dos seus filmes, mas supera largamente o flop que foi Scoop e outros que tais. Faz lembrar Manhattan em alguns momentos, sem ser brilhante. A fórmula é a mesma de sempre: génio psicótico tenta provar que o homem é uma espécie sem escrúpulos, alienada e condenada ao nada e pelo meio tropeça em jovem tonta, frívola e ingénua, que acaba por lhe trocar as voltas. Só que desta vez é Larry David a vestir o alter-ego de Mr. Allen.
De resto, são 92 minutos de bons diálogos, com as tiradas existencialistas do costume, sarcasmo qb e personagens caricaturais na medida certa. Tudo isto debaixo do céu de Nova Iorque.

Da passerelle para o grande ecrã



Quem diria que Tom Ford passaria do backstage dos desfiles para trás das câmeras?
A Single Man marca a estreia do criador americano na sétima arte, não só como realizador, mas também como argumentista* e co-produtor. Do Colin Firth já eu era fã há muito, mas confesso que Ford acabou de arrebatar-me! Adorei o mood transversal ao filme, a fotografia irrepreensível, os outfits dos anos 60 e 70, a atenção aos pormenores, o som dos objectos, o design a transpirar em cada detalhe. E, acima de tudo, a sensação com que sai do cinema. A acreditar no amor, mais do que nunca, e atordoada com tanta beleza!

*O argumento é baseado no romance homónimo de Christopher Isherwood.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Objecto de desejo

[Relógio Printed Vinyl, £35, na Urban Outfitters]

Ficava a matar na minha sala!

Criatividade anti-crise



Já ouviu falar em crise? Não me refiro à crise da banca ou do mercado imobiliário, que tem preenchido os telejornais nos últimos tempos. Falo da crise sentida na pele por milhares de portugueses, que se arrasta há muito mais que um par de anos. Da crise de que já se falava no tempo em que Barroso ainda cá vivia e jurava a pés juntos que o país estava de tanga. Da crise de que muitos de nós ouvimos falar quando andávamos na faculdade, convencidos que no final do curso o cenário seria melhor.

Farto de ouvir falar desse bicho papão, António Santos escreveu Dar a Volta Sem Dinheiro,um livro inspirador que narra a história (ficcional) de quatro amigos
que enfrentaram a crise com muita imaginação. Pelo caminho, o autor ensina-nos todos passos para pormos em prática os nossos projectos, mostra-nos que empreender está ao alcance de todos e que o dinheiro afinal não faz assim tanta falta! Princípios como o da criação de valor para a comunidade são mais determinantes para o sucesso do empreendedor do que a capacidade de investimento de capital.

Por tudo isto, aconselho a leitura a empregados, desempregados, precários e afins. Pode ser que alguns de nós se inspirem e que a ficção passe a realidade. Tentar não custa!


Espreite também o blog do livro.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Nico

Nico Muhly, quinta-feira, no Teatro Maria Matos, às 22h00. Imperdível!

Rádio nostalgia

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Amar (em) Nova Iorque


Há muito, muito tempo, alguém me ofereceu Paris, Je T'Aime. Bem, não foi assim há tanto tempo, mas a verdade é que foi uma surpresa encantadora. Será que também vamos ver New York, I Love You juntos?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Casamentos - Parte III

E agora, já só falta uma para fechar a tour de 2009. Como será a música da grande noite?

Casamentos - Parte II

Mais música...




Casamentos - Parte I

A saga começou a 30 de Maio e já lá vão três! Três amigas do coração subiram ao altar e fizeram juras de amor eterno. Por três vezes reunimo-nos para festejar o momento. E acreditem: a festa foi sempre rija! Aqui fica, um cheirinho da banda sonora destas grandes noites.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Apetece-me...


Uma ilha paradisíaca ou um destino nacional? Uma cidade exótica ou uma aldeia perdida no meio do nada? Não me importa o destino, desde que possa partir! Mar a perder de vista, areia quente e uma brisa suave no rosto é tudo o que eu peço. E depressa! O meu corpo já não aguenta esperar muito mais...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O princípio do fim

Chegaste de mansinho sem pedir licença ou avisar que vinhas. Assustaste-me como sempre me assusta tudo o que me interrompe o caminho de repente. Apoderaste-te da minha mente, corpo, vida num àpice e sem fazer muito alarido. Viraste-me a cabeça do avesso, roubaste-me o sossego, fizeste-me querer mais e mais.

Foste ficando. Eu fui deixando. Às vezes, partias e eu ficava sem ar e sem chão. Voltavas. Voltávamos. Eu acreditava que vinhas para ficar. Acreditava que nós seriamos sempre NÓS. Mas não, às vezes não éramos nós éramos TU e TU e TU. Então, eu lembrava-me que ainda era EU e deixava de querer ser NÓS.

terça-feira, 5 de maio de 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Filme

Há muito que quero escrever um post sobre o filme que mais gostei de ver este ano. Como o tempo não é muito, aqui fica o trailler alemão e uma amostra da banda sonora - que é irreprensível!




quinta-feira, 23 de abril de 2009

Sábado


Em Lisboa, chovia a potes. Na Arrábida, o sol escondia-se timidamente atrás das nuvens carregadas. Em Paris, estas meninas tocavam para deleite de quem as foi ouvir. E eu só pensava: "Apetecia-me tanto uma Sad Song!"

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Hoje...

...só me apetece desistir! Há dias assim...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Caos Calmo...

Sinto-me como a personagem de um filme. Ou por outra, sinto-me como o espectador que assiste sentado no cinema ao filme da sua vida. Os eventos sucedem-se em cadeia, sem que eu consiga reagir. Ou reflectir. Ou até sentir. O ano começou auspicioso, cheio de mudanças. A casa a estrear, o novo emprego, as perspectivas de uma carreira fulgurante num projecto inovador e ainda no começo. Tudo diferente do que eu experimentara até agora. Tudo o que pedira até então.

Passou um mês. Um mês apenas... O suficiente para eu perceber que, de facto, não há empregos perfeitos. Que os algarismos a mais na conta do banco nem sempre pagam a tranquilidade de espírito. Que sem um bom ambiente é difícil construir uma boa equipa. E que só as perspectivas de futuro nos podem fazer lutar por um projecto.

Passou um mês. Um mês apenas... O suficiente para criar um laço cúmplice. Para partilhar conquistas e frustrações. Para fazer projectos e vê-los cair por terra. Um mês apenas... O suficiente para a minha colega (e agora amiga) dizer basta e abandonar o barco. Para eu apanhar os cacos e tentar começar do zero novamente, como se nada fosse.

Passará mais um, dois, três, quem sabe? E eu deixarei para trás este caos calmo e lançar-me-ei outra vez à aventura. Baixar os braços é que não!



PS: E no meio deste turbilhão de emoções sabiamente recalcadas, surge uma preocupação maior... O medo da perda do meu querido avô... Porque, como aprendemos no filme, quase tudo na vida é reversível!