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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Apetece-me...


Uma ilha paradisíaca ou um destino nacional? Uma cidade exótica ou uma aldeia perdida no meio do nada? Não me importa o destino, desde que possa partir! Mar a perder de vista, areia quente e uma brisa suave no rosto é tudo o que eu peço. E depressa! O meu corpo já não aguenta esperar muito mais...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Próximos destinos

As viagens encabeçam a minha lista de desejos. Sempre. Aqui fica a lista de aventuras, ordenadas aleatoriamente, que me esperam nos próximos anos. Depois destas, virão mais certamente...

1-Volta à América Latina. Dois ou três meses sem destino certo e com o firme propósito de conhecer paisagens e culturas diversas;
2-Brasil. Acho que para ver tudo o que quero tenho mesmo de me mudar para lá uma temporada! Alguém me arranja trabalho no Paraná, Rio Grande do Sul ou Santa Catarina? Ouvi dizer que Florianópolis é imperdível...
3-Nova Iorque. De preferência em Dezembro para ver a cidade toda enfeitada e patinar no Central Park.
4-Londres. Um fim-de-semana que pode repetir-se tantas vezes quanto o necessário.
5-Moçambique. Bom, bom mesmo era encontrar por lá o Mia Couto, mas já fico contente se ouvir histórias tão inspiradoras quanto as suas.
6-Paris. Para namorar, fazer compras e ver o que ainda há por ver. E, claro, visitar a M. e o F.
7-Angola. Uma boa viagem para oferecer ao meu querido pai. Sempre quero ver se ainda há casas como aquela em que ele foi tão feliz e desenha desde que eu sou gente.
8-Grécia. Pelo mar de ilhas, pelo azul das águas, pelo branco das casas e pelo verde da inveja que tive por não ter conseguido ir há três anos.
9-Inverness, Escócia. Um sonho antigo.
10-Roma. Porque prometi lá voltar na companhia de um grande amor em plena Fontana di Trevi.
11-Florença e o que mais vier da bella Itália.
12-Marrocos. Marraquexe, Casablanca e Fez. De jipe e com amigos na garoupa.
13-Sardenha (ou qualquer ilha calma e paradisíaca q.b). Puro relax sem peso na consciência.
14-Croácia, Praga e Berlim.

Acho que, por enquanto, chega. Mas tudo o que vier por acréscimo - em trabalho ou lazer - é bem-vindo.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Dia Um - 21.05.08

Acordei ansiosa e com o corpo dorido. Acontecia-me o mesmo antes de ir para o Algarve de férias com os meus pais quando era pequena. Ficava impaciente, mal conseguia dormir e chegava a doer-me o estômago! Era um misto de medo do desconhecido, curiosidade e pressa de partir à descoberta. Já sabia que me esperavam várias horas de estrada - 500 km de distância aos cinco anos parece-nos o outro lado do mundo - e mal podia esperar para pôr o pé na areia torrida. Aguentava-me bem desperta durante todo o caminho e era a primeira a correr para a piscina mal chegava ao destino. Naquelas semanas longas, água, areia, gelados e noites bem passadas com os meus pais, tios e primos eram o suficiente para me sentir a criança mais feliz do planeta. Bons tempos!

Hoje, senti-me novamente menina. Dormi pouco, tive um sono agitado e acordei cheia de pressa. Nada de novo, porque eu estou sempre com pressa para ir a algum lado! Arranjei-me num ápice e corri para a internet para ultimar os detalhes da nossa estadia. Ainda não sabemos bem quantos dias vamos ficar em Amesterdão. O tempo logo o dirá. Agora o importante é saber onde fica exactamente o Hotel, porque vamos chegar à tardinha e o D. quer ver a final da Liga dos Campeões. E, como a mim os grandes desafios também me fascinam, faço-lhe companhia com muito gosto.

O Bema Hotel fica no número 19 da Concertgebouwplein. Mesmo em frente à principal sala de espectáculos de música clássica da cidade e a poucos metros dos dois museus mais visitados, o Van Gogh e o Rijksmuseum. Óptimo! Basta apanhar o combóio do aeroporto de Schipohl para a Central Station e, depois, o tram 16 deixa-nos quase à porta. Bem, tenho de correr para apanhar um táxi. O D. atrasou-se (um pouco) como sempre e não quero chegar em cima da hora. Holanda, aqui vou eu!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Dia Zero - 20.05.08


As viagens começam muito antes da partida. Há reservas para fazer, roteiros para planear e e_mails para avisar os amigos que nos esperam do outro lado desta aventura. Como sempre, deixámos tudo para a última e a nossa vontade era não marcar absolutamente nada. Acabámos por tomar a decisão mais ponderada de reservar a estadia em Amesterdão num hotel em conta, onde não fosse precisa caução e pudéssemos mudar de ideias sem ter de pagar nada por isso. Depois de várias pesquisas, conseguimos o local perfeito. Correcção: o local adequado ás nossas intenções, compatível com a carteira e, sobretudo, DISPONÍVEL! Para ser sincera, não estava muito entusiasmada, mas não encontrámos mais nada livre!

Com este problema resolvido, era altura de confirmar com o meu amigo Julien se podíamos ficar em casa dele em Bruxelas daí a cinco dias. Assim, matava dois coelhos de uma cajadada só: retribuía, finalmente, a visita dele e poupávamos uns euros preciosos para descobrirmos mais coisas. Com um bocado de sorte, ele até nos mostrava a capital belga como os turistas não a conhecem.

E, depois, as malas. Coisa simples para os mais práticos, mas um verdadeiro dilema para mulheres como eu que conseguem debater-se durante horas com questões como "Levo botas ou não?", "Será que vale a pena levar sandálias?", "Três casacos chegam?", "E se não me apetecer vestir nada disto?". Ainda consultei as previsões do tempo na net, mas continuava indecisa sobre o que levar. Como sempre. Com a mala fechada, levantava-se outro problema: o peso. Respirei de alívio quando a balança marcou 11 quilos e tentei convencer-me que era um peso aceitável para arrastar durante oito dias!!!!

Escolhi um livro de contos do Mia Couto e a "Crónica de uma morte anunciada" do Gabriel Garcia Marques - oferecido pela L. e pelo P. no meu aniversário -, para me acompanharem e pus na mochila o City Notebook de Amsterdam da MOLESKINE - outro belo presente de aniversário. Com a mochila ás costas e o trolley na mão estava pronta para arrancar!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Um cheirinho a Amsterdam...

Não, não vou começar a contar tudo assim de chofre! Para aguçar a curiosidade, deixo-vos um video do Club 11, o espaço mais perto do céu onde já estive. Com um ambiente muito próprio, uma decoração que nos remonta ao submundo da noite e uma vista panorâmica sobre a cidade, é sem dúvida o espaço do momento. Mas não o será por muito mais tempo! É que o edifício onde se encontra será demolido em Julho para dar lugar a um novo complexo habitacional junto às docas (Oosterdokskade). Com o fim à espreita, o Eleven prepara 11 festas inesquecíveis nas suas últimas 11 noites de vida. Let the countdown beguin!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

A mil a hora

Não tive tempo para vir aqui. Entre viagens, deixei o PC desligado e limitei-me a despachar o trabalho chato na redacção. Tive de fazer, desfazer e refazer malas, planear roteiros e sonhar acordada. Ontem, acordei em Bruxelas, passei a tarde em Amesterdão e dormi em Lisboa. Hoje, tenho pela frente o Mac cheio de páginas brancas à espera de serem escritas. Em breve, terei mais tempo para narrar as minhas aventuras em Natal (RN, Brasil) e as novidades fresquinhas (ou serão quentes?) dos Países Baixos. Tenho um Moleskine todo escrevinhado que não tarda nada saltará para as páginas do blogue. Até já!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Pela estrada fora


"As únicas pessoas autênticas para mim, são as LOUCAS, as que estão loucas por viver, loucas por falar, loucas por serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, as que não bocejam nem dizem nenhum lugar-comum, mas ARDEM, ardem, ardem, como fabulosas grinaldas amarelas de fogo-de-artifício a explodir!"

Jack Kerouac, a minha eterna companhia de viagens

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O regresso...

Penoso, em parte, necessário, por outra. O corpo já chegou a esta banda do Atlântico meio entorpecido. A cabeça vagueia pelo limbo. Atordoada pelo turbilhão de emoções, desgastada pelas escassas horas de sono. Por isso, as novidades do outro lado do charco ficam para amanhã. Ou para depois. Como dizem os nordestinos: "Tem pressa, não!"