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segunda-feira, 29 de junho de 2009

O princípio do fim

Chegaste de mansinho sem pedir licença ou avisar que vinhas. Assustaste-me como sempre me assusta tudo o que me interrompe o caminho de repente. Apoderaste-te da minha mente, corpo, vida num àpice e sem fazer muito alarido. Viraste-me a cabeça do avesso, roubaste-me o sossego, fizeste-me querer mais e mais.

Foste ficando. Eu fui deixando. Às vezes, partias e eu ficava sem ar e sem chão. Voltavas. Voltávamos. Eu acreditava que vinhas para ficar. Acreditava que nós seriamos sempre NÓS. Mas não, às vezes não éramos nós éramos TU e TU e TU. Então, eu lembrava-me que ainda era EU e deixava de querer ser NÓS.

terça-feira, 5 de maio de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Hoje...

...só me apetece desistir! Há dias assim...

domingo, 23 de novembro de 2008

Pecado mortal

Tenho uma inveja incomensurável dos egoistas. Daqueles que fazem o mundo girar à sua volta. Que conseguem sempre fazer prevalecer a sua vontade à dos outros. Que não se importam de quebrar promessas por motivos de força maior - leia-se a sua vontade. Que esperam que os outros esperem por eles e, que sabem, que se não esperarem são os outros que perdem. Que estão cobertos de razão venha o que vier. Que não têm a generosidade de deixar de fazer o que querem para agradar aos outros. E imagino que à noite ainda durmam como uns anjinhos!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Há dias assim...

Break my arms around the one I love
And be forgiven by the time my lover comes
Break my arms around my love

The Daughters of SoHo Riots, The National

Bipolar III

Sou pela igualdade entre os sexos, mas não suporto um homem que não seja cavalheiro!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Sabedoria popular

Os antigos sempre disseram que Deus protegia os audazes. Pena a audácia não se ensinar nas escolas!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O deboche

"A comunidade cigana lança um ultimato ao Governo e à Câmara de Loures. Se a situação das famílias ciganas da Quinta da Fonte não for resolvida até final da semana, vai haver uma concentração de ciganos de todo o país no bairro. O anúncio foi feito, no domingo, por José Fernandes, porta-voz da comunidade.

José Fernandes pede o realojamento das 53 famílias em Lisboa e diz que, para resolver o problema, a Câmara de Loures e o Governo têm uma semana.

As famílias visitaram o bairro, este domingo, sob escolta policial, mas dizem não ter encontrado a segurança necessária para o regresso definitivo. Em comunicado, dizem que voltar à Quinta da Fonte está «fora de questão» e vão continuar em frente à Câmara de Loures. O presidente da autarquia diz não compreender porque é que as famílias não regressam a casa e apela ao «bom senso»."

TVI, 21.07.08

terça-feira, 1 de julho de 2008

Saúde pública


Durante o meu zapping nocturno, deparei-me com uma frase surreal, que me fez duvidar se ainda estava acordada ou no meio de um pesadelo. Belisquei-me e percebi que a realidade há muito que deixou de ser lógica! Refiro-me às sinceras (seriam?) palavras de Dias Loureiro a propósito do lançamento da biografia* do nosso caro Primeiro-Ministro. É que segundo o Diário de Notícias, o ex-ministro social-democrata desfez-se em elogios ao Sr. Engenheiro e chegou mesmo a afirmar que "O optimismo de Sócrates faz bem a Portugal." Por momentos, ainda pensei que se estivesse a falar de algum medicamento ou mesmo do afamado filósofo grego. Agora que penso nisto, não sei o que é pior: o facto de Sócrates estar optimista em relação ao que quer que seja ou o facto de o país precisar desse optimismo para estar bem de saúde. No que me toca, lembro-me de me ter ocorrido enquanto mudava de canal, que o Sr. de São Bento podia enfiar o seu optimismo pelo *@#& acima! Se calhar era o sono a falar mais alto...

*Sócrates, O Menino de Ouro do PS, da autoria da jornalista Eduarda Maio

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Grande lata!

Quem costuma frequentar o Fonte Nova, ali em Benfica, sabe bem que no parque de estacionamento os arrumadores brotam que nem cogumelos. O mais curioso é que os lugares são tantos e tão fáceis de encontrar que a ajuda se torna completamente dispensável! Ora, eu que sou moradora deste simpático bairro e pouco adepta de grandes superfícies, desloco-me a este centro comercial de dimensões mais simpáticas com bastante frequência. E, claro, assim que estaciono , tento despachar-me para escapar ao "Tem alguma coisa para me ajudar?" do costume. Provavelmente, isto foge ao politicamente correcto, mas que atire a pimeira pedra quem já não fez o mesmo.

Moralismos à parte, ainda esta semana passei por uma situação bastante caricata, que veio validar a minha conduta. Estava eu a sair do carro e um deles abeirou-se a correr - até aí estava traquilamente sentado no passeio a trocar impressões com um colega e a beber uma cerveja - com a frase certeira "Oh, jovem não me dá uma ajuda para comer?". A resposta tantas vezes repetida saiu-me natural: "Dou depois, que agora não tenho." Por acaso, até era verdade e, pelo sim pelo não, tinha uma moeda pronta no regresso. Não me demorei muito e, quando já estava dentro do carro, o jovem bate-me ao vidro - depois de deixar o seu poiso e a cerveja - para reclamar o que lhe era devido pelo árduo serviço que me havia prestado. Entreguei-lhe a moeda e segui. Qual não é o meu espanto, quando o apanho especado a fazer-me sinais e a dizer: "Vinte cêntimos? Isto não dá para nada!"

Se calhar, estava à espera que lhe pagasse uma grade de cerveja para aguentar o trabalho pesado!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Desilusao no Bairro Alto


Já alguém tentou marcar uma mesa para jantar em Lisboa ao Sábado, assim um bocado em cima da hora? Este fim-de-semana calhou-me a mim essa árdua tarefa e foi desesperante. Não fosse a ocasião importante e teria optado por ir ao perder como diz a R., ou seja, tentar a minha sorte sem nada marcado. Quando já estava quase a desistir, consegui fazer reserva na Mercearia da Comida, na Rua da Barroca. Em tempos, tinha espreitado pela porta e parecia-me ser acolhedor o bastante para este jantar tardio. O espaço era engraçado, com uma decoração despretensiosa e ao que parece inspirada numa mercearia portuguesa à antiga. Gostei do ambiente, das caixas de fruta a servir de molduras e ao fim de poucos minutos lá dentro já estava a salivar - como sempre! Metade pelo avançar da hora, metade pelo cheiro do leite creme que tinham servido na mesa ao lado. Devorei o menú com os olhos, enquanto saboreava as azeitonas (óptimas por sinal!) e acabei por decidir-me pelo Bacalhau com Espinafres à Tia não sei das quantas. A sangria com muita hortelã como se quer chegou passado pouco tempo e manteve-nos entretidos durante os dez minutos de espera. - Que rápido! - disse eu. O meu estômago ficou radiante, mas os meus olhos nem por isso. O lombo recheado que também veio para a mesa acompanhava com um pouco de arroz branco e com uma salada muito parecida com aquelas que se compram embaladas. E o meu bacalhau não me despertou a gula que esperava! Mas como a aparência não é tudo, pensei que o sabor estaria à altura das minhas expectativa. À primeira garfada, as minhas ilusões cairam por terra. O bacalhau não sabia a nada e parecia que tinha sido cozido e não tinha levado qualquer tipo de condimento. Depois - pasme-se -, estava coberto por uma espécie de puré instantâneo com água a mais e uns espinafres igualmente sem sabor. No topo, um pouco de queijo e pão ralado para dar um ar de gratinado, que nem os meus olhos conseguiu convencer. Comi, poque tinha fome, mas o deconsolo na minha cara devia ser mais do que evidente. Os meus companheiros de mesa ficaram mais ao menos com a mesma sensação e o que vale é que a sangria nos subiu depressa à cabeça!

Não sou crítica nem nada que se pareça, mas tenho tanto voto na matéria como qualquer outro cliente. E tendo em conta que não estava a jantar em nenhuma tasca e os preços embora não fossem assustadores também não eram assim tão baixos, exigia-se um pouco mais de qualidade. Ah, e por falar em tascas, o Toma Lá, Dá Cá da Bica já me proporcionou experiências gastronómicas bem mais agardáveis e em conta.

Tive pena de não experimentar o leite creme, que dizem (na net) ser delicioso, mas o meu estômago já não tinha mais espaço para desilusões...

Vergonha a portuguesa

Quem trabalha em Queluz de Baixo já se habituou às crateras da estrada e apelida carinhosamente esta povoação de Cabul de Baixo. Pelo menos foi assim que me apresentaram esta terra de ninguém logo no primeiro dia na redacção. Adiante... Há algumas semanas, iniciaram-se os trabalhos para a melhoria da rodovia. Filas de trânsito à parte, era uma excelente notícia para quem tem de fazer o trajecto Lisboa-Queluz de Baixo diariamente. Porém, agora que podemos desfrutar de um tapete de alcatrão a estrear e livre de buracos, temos de nos desviar constantemente das tampas de esgoto demasiado altas! Eu pergunto-me: até quando os responsáveis por estas obras tão bem planeadas vão continuar a gastar disparatadamente o dinheiro dos contribuintes? Será que era muito difícil antever este tipo situações? E de quem é a culpa afinal?

Se alguém souber as resposta, sou toda ouvidos!